| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Tyranni |
| Infraordem: | Tyrannides |
| Wetmore & Miller, 1926 | |
| Parvordem: | Tyrannida |
| Família: | Onychorhynchidae |
| Tello, Moyle, Marchese & Cracraft, 2009 | |
| Espécie: | O. coronatus |
A maria-leque é uma ave Passeriforme da família Onychorhynchidae. Conhecida também como lecre (variação de leque), maria-lecre, pavãozinho e maria-leque-da-amazônia.
Seu nome científico significa : do (grego) onux = unha, garra; e rhunkhos = bico; onychorhynchus = bico em forma de garra; e do (latim) coronata, coronatus = coroado. ⇒ (Ave) coroada e com bico em forma de garra.
Mede entre 15 e 17,5 centímetros de comprimento e pesa entre 13 e 21 gramas.
A maria-leque possui uma espetacular mas raramente vista crista colorida. Embora seja geralmente mantida na posição horizontal e raramente exibida, quando totalmente estendida forma um grande e impressionante leque e apresenta uma vívida combinação de cores, escarlate, preto e azul no macho. Nas fêmeas a coloração vermelha da crista é substituída pela coloração alaranjada. Sua coloração geral é uniformemente marrom claro, apresentando tonalidade menos intensa do que sua congênere maria-leque-do-sudeste. A cabeça, dorso e asas são marrons. Nas asas, apresenta algumas marcações branco amareladas nas penas coberteiras (em maior quantidade que a maria-leque-do-sul) e suas rêmiges primárias apresentam coloração enegrecida. O uropígio e a cauda da maria-leque apresentam uma coloração canela. As partes inferiores são mais pálidas. A garganta apresenta uma pequena mancha esbranquiçada (mais pronunciada que na maria-leque-do-sul), o peito e ventre são de coloração bege. Os olhos são escuros e circundados por um anel periocular claro. A íris é escura. O bico escuro é relativamente longo e chato especializado na captura de insetos em pleno voo. Quando aberto, o bico apresenta a vívida coloração interna amarela. Tarsos e pés são amarelos ou alaranjados.
Possui duas subespécies reconhecidas:
(IOC World Bird List 2017; Aves Brasil CBRO 2015).
Seu ninho tem o formato de uma bola de aspecto desordenado e é construído com folhas secas, nos arredores de riachos sombreados. Põe 2 ovos.
Varia de rara a localmente comum no sub-bosque de florestas úmidas de terra firme e de várzea e em capoeiras, sendo mais freqüente nas bordas. É famosa por seu penacho vistoso, que abre como um leque, fazendo com que pareça maior e mais forte do que é na realidade. Vive solitária ou aos pares.
Presente localmente em toda a Amazônia brasileira. Encontrada também nos demais países amazônicos - Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.
Consulta bibliográfica sobre as subespécies: